September 09, 2020
Spider-Man: Homecoming (2017)
Direção: Jon Watts (A Viatura, Clown)Elenco: Tom Holland (Capitão América: Guerra Civil, No Coração do Mar), Zendaya (No Ritmo, K.C.), Robert Downey Jr (Homem de Ferro, Trovão Tropical), Michael Keaton (Batman, Birdman). Esse foi, e acho que será por um boo...

Direção: Jon Watts (A Viatura, Clown) Elenco: Tom Holland (Capitão América: Guerra Civil, No Coração do Mar), Zendaya (No Ritmo, K.C.), Robert Downey Jr (Homem de Ferro, Trovão Tropical), Michael Keaton (Batman, Birdman).
Esse foi, e acho que será por um booooom tempo, o filme definitivo do cabeça de teia. Acabei de assistir 133 minutos da Marvel Studios esfregando um bilhete escrito “EU SEI FAZER FILMES” na cara da Fox, Sony, Universal (alô DC) etc.
O filme pula aquela parte introdutória de todos os outros filmes do aranha e já parte pro pressuposto que sabemos a origem do herói. Isso já abre muito mais espaço e tempo pra um maior desenvolvimento da trama.
O maior ponto positivo do filme é a forma como o Peter Parker é retratado, é a forma como ele devia ter sido retratado em todos os outros filmes – como um adolescente no começo do ensino médio que acabou de descobrir poderes e que tem zero maturidade pra lidar com tamanhas responsabilidades.
O estado “perdido” do Peter ao lidar com o tanto de coisa que tá acontecendo com ele no momento é a coisa mais incrível desse filme. O jeito como ele fica maravilhado ao se sentir parte da equipe dos Vingadores é exatamente o que o Parker dos quadrinhos faria.
O humor do filme é impecável, você ri até mesmo em momentos de tensão. E não, não é humor forçado e se vier nego reclamando “ain parece Guardiões da Galáxia, tem piadinha o tempo todo”, meu amigo, vá assistir documentário sobre a peste negra, aposto que você vai se contentar com o nível de humor.
O filme traz o humor na pitada certa e retrata os momentos de ápice do clímax na visão de um adolescente de 15 anos.
Existem infinitas referências nesse filme, desde a Iron Spider (armadura feita pelo Iron Man pro Homem-Aranha na Guerra Civil) à um possível filme do Sinister Six (?). O filme em si não tem muitas ligações com o Universo cinematográfico Marvel, mas utiliza vários componentes do mesmo.
O clímax de reviravolta do filme é com toda a certeza a revelação do vilão. Foi coisa de filme gigante. É uma coisa inesperada totalmente esperada, você tá preparado pr’aquilo mas não sabe quando nem como vai acontecer, só acontece, e quando faz-se, você fica boquiaberto.
O ponto mais fraco desse filme é o mesmo ponto fraco de todos os filmes da Marvel (até agora, FAZ TEU NOME THOR), que é o famoso vilão que não é vilão algum. É sempre aquela mesma receita de bolo, SEMPRE: Passo 1: Pegue um cidadão de bem (ou nem tanto). Passo 2: Faça alguma coisa com ele e deixe ele revoltado. Passo 3: Diante dessa revolta, faça ele buscar os caminhos da maldade e/ou da busca de poder ilimitado.
Em nenhum momento do filme vemos uma cena de perigo iminente, na verdade, apenas uma cena vemos isso, e é uma cena que o vilão nem está presente. O vilão poderia ter sido bem melhor trabalhado e bem melhor desenvolvido. Suas motivações são simples e genéricas. O Michael Keaton é um baita d’um ator e ele fez o melhor que podia com as ferramentas disponibilizadas dentro do contexto do filme, então não podemos culpá-lo, nem devemos.
TL;DR: Assista e não se arrependerá.
Nota final: 9/10.